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Dia 26 de Agosto Dia Internacional da Mulher

Por Rodrigo Sousa em 26/08/2021 às 12:42:27
Portal Nosso Show

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Se hoje vemos muitas mulheres no esporte, nos estudos, na política ou no mercado de trabalho, é devido ao movimento sufragista, iniciado ainda no século XIX, e que consistia na reivindicação pela participação ativa das mulheres na política, permitindo a elas o direito de votarem e de serem votadas.

É possível observar muitos avanços, mas ainda há muito o que percorrer para alcançar a paridade entre homens e mulheres.

Como surgiu o Dia Internacional da Igualdade Feminina?

Foi no dia 18 de agosto de 1920 que a vida das mulheres americanas mudou para sempre. Nesta data, foi validada a 19ª emenda à Constituição Americana, que garantia o voto feminino a todas as mulheres.

Essa vitória só foi alcançada graças ao movimento sufragista, que eram grupos que defendiam a igualdade de direitos entre os gêneros e maior participação das mulheres na política, e foi iniciada ainda no século XIX, na Europa.

O Estado do Tennessee foi o último a votar a favor da emenda. Havia um empate na votação e um jovem deputado de 24 anos, chamado Harry T. Burn, deu a decisão favorável.

A emenda foi certificada dias depois, em 26 de agosto, e em novembro daquele ano as mulheres puderam ir pela primeira vez às urnas para escolher o novo presidente dos Estados Unidos.

Embora essa grande conquista das mulheres em 1920, nem todas tiveram a chance de votar inicialmente, pois ainda havia restrições, como alfabetização, apresentação de pagamento de impostos e/ou autorização do marido ou dos pais. Mulheres negras e imigrantes também foram excluídas, conseguindo o direito ao voto somente em 1964, com a Lei de Direitos Civis.

Em 1973, em homenagem aos 53 anos da 19ª emenda, o Congresso dos Estados Unidos determinou que o dia 26 de agosto ficaria marcado como o Dia Internacional da Igualdade Feminina.

Direito ao voto feminino no Brasil

No Brasil, as mulheres passaram a ingressar no mercado de trabalho somente com o início do processo de industrialização, impulsionado pela Revolução Industrial. Ainda sim, era preciso ter autorização do marido para realizar tal feito.

Em relação ao voto, os movimentos sufragistas dos outros países tiveram muita influência. Devido a isso e também com o acontecimento da Revolução de 30, foi promulgado em 1932 o Código Eleitoral, por meio do Decreto n° 21.076, sendo então a primeira legislação que consagrava o direito ao voto e a participação política feminina. Nessa época, porém, o voto não era considerado algo obrigatório.

Como resultado, em 1933 tivemos a primeira mulher eleita deputada do Brasil, a paulista Carlota Pereira de Queirós.

Com a Constituição de 1946, o voto se tornou obrigatório para ambos os sexos.

Por que lutar pela igualdade de gênero?

A igualdade de gênero significa que homens e mulheres devem ter os mesmos direitos, responsabilidades e oportunidades, sem que ocorra interferência ou limitação de estereótipo definida pelo gênero biológico.

A luta pela igualdade de gênero obteve bastante avanços ao longo da história, porém, ainda há muito o que conquistar, principalmente no mercado de trabalho.

Mercado de Trabalho

Segundo estudo da Bain & Company, apenas 3% das mulheres no Brasil ocupam cargos de liderança, ou seja, quanto mais elevado um cargo, menor é a participação feminina.

Na América Latina, o Brasil é o segundo país com menos mulheres em cargos de alta gerência. Além disso, as mulheres demoram muito mais tempo para serem reconhecidas. De acordo com levantamento da Hays Executive, 55% das mulheres em cargos nível 1 têm idade entre 51 e 60 anos, enquanto a maioria dos homens têm entre 41 e 50 anos.

A desigualdade salarial também é algo já consolidado na sociedade. Mesmo realizando as mesmas funções que o homem no mercado de trabalho, a mulher pode ganhar até 30% a menos. Essa diferença dispara ainda mais quando se refere às mulheres negras.

Isso se reflete até mesmo no empreendedorismo. Segundo pesquisa de 2019 do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), mulheres donas do próprio negócio recebem 22% a menos que os homens.

Tarefas domésticas e maternidade

Por conta de uma criação patriarcal, a mulher acaba tendo uma dupla jornada, pois acaba tomando para si a responsabilidade das tarefas domésticas. Além disso, a maternidade também acaba sendo um fator prejudicial em relação ao mercado de trabalho. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Market Analysis, após a maternidade, 50% das brasileiras deixaram de lado desejos e metas a serem realizados.

Violência contra a mulher

As mulheres tiveram uma grande conquista com a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo da legislação é criar mecanismos para evitar a violência contra a mulher, isso fez com que muitas brasileiras criassem coragem para denunciar seus agressores. Apesar desta conquista, a violência contra a mulher ainda é algo muito constante no Brasil.

Segundo o Observatório da Mulher contra a Violência, em 2017 houve mais de 220 mil notificações de violência contra as mulheres realizadas pelos órgãos de saúde.

Em 2020, esse número cresceu consideravelmente por conta da pandemia. Segundo o Governo Federal, mais de 105 mil denúncias de violência contra a mulher foram registradas nas plataformas do Ligue 180 e do Disque 100.

Já de acordo com o 13º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram registradas em 2018 no Brasil, 1.206 casos de feminicídio.

O Dia Internacional da Igualdade Feminina, comemorado no dia 26 de agosto, traz um marco histórico na luta das mulheres pelo direito ao voto.

Apesar de muitas conquistas, o mundo todo ainda está longe de alcançar a igualdade de gênero. Muitas mulheres ainda são privadas de estudar e praticar esportes, sofrem assédio no mercado de trabalho, violência dentro da própria casa, etc.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupa o 92° lugar em relação a desigualdade de gênero. Precisaríamos de 59 anos para garantir a igualdade entre homens e mulheres, ou seja, é necessário a formulação de políticas públicas para promover a igualdade feminina.

Fonte: www.cashme.com.br

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