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Ocultação do tratamento da mãe de Hang foi 'macabra'

Por Rodrigo Sousa em 22/09/2021 às 15:50:17
EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO

EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou na manhã desta quarta-feira (22) que a tentativa de ocultar o tratamento da mãe do empresário Luciano Hang com o chamado 'kit covid' é "repugnável sob qualquer aspecto". O senador alagoano afirmou ainda que a CPI comprovará a tentativa de ocultação.

A CPI recebeu informações de que Regina Modesti Hang, mãe do dono das lojas Havan, teria feito uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid, como cloroquina, antes de morrer em decorrência de complicações da doença. Ela ficou internada em um hospital da operadora de saúde Prevent Senior, alvo de investigações da CPI, e teria começado a usar os remédios preventivos durante a internação na unidade da operadora, em São Paulo.

Em seu depoimento à comissão nesta quarta, Pedro Benedito Batista Júnior, diretor-executivo da empresa, se recusou a responder se a mãe de Hang foi tratada com os medicamentos sem eficácia contra a doença, alegando sigilo profissional. Renan Calheiros reagiu, afirmando que a CPI tem evidências que demonstram que o empresário pediu para esconder a informação.

"É uma farsa que será desmascarada aqui pela Comissão Parlamentar de Inquérito. Infelizmente, porque um filho que utiliza desta forma a sua mãe, que trata a covid em um hospital com medicamentos do "tratamento precoce" - e nós temos comprovação de que ele recomendou a médicos: "olha, escondam que a minha mãe foi tratada com cloroquina para não desmerecer a eficácia do plano". Isso é uma coisa macabra, escabrosa, reprovável, repugnável sob qualquer aspecto. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer", disse Renan.

Na época do falecimento de Regina, que tinha 82 anos, Luciano Hang fez um vídeo defendendo o chamado "tratamento preventivo" e refletindo sobre o que mais poderia ter feito por sua mãe. Segundo ele, Regina Hang foi levada ao hospital quando já estava com quase 95% do pulmão comprometido. "Ela estava assintomática e quando nós pegamos foi muito tarde. Eu me questiono: será que se eu tivesse feito o tratamento preventivo eu não teria salvado a minha mãe?", questionou ele na publicação.

Fonte: noticias.r7.com

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