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Decreto de Doria sobre igrejas repercute mal no comitê de contingência da covid-19

Por Portal Nosso Show/Redação em 01/03/2021 às 16:37:54

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Médicos que integram o comitê veem risco na manutenção da abertura de igrejas durante um eventual (e improvável) lockdown

Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

A decisão do governador João Doria (PSDB) de definir as igrejas de São Paulo como atividades essenciais repercutiu mal dentro do comitê de contingência da covid-19.

Sob o mote “esperança, fé e oração”, Doria anunciou decreto a ser publicado nesta terça-feira que permitirá o funcionamento de igrejas e templos religiosos mesmo numa eventual (e improvável) situação de lockdown decretado em todo o Estado.

A medida do governador teve ressonância negativa dentro do comitê de saúde. Primeiro porque os médicos que o integram veem risco na manutenção da abertura de igrejas. Mesmo que algumas delas tenham pé direito alto e sejam amplas e ventiladas, o problema é apontado nos pequenos templos — que são esmagadora maioria — e tendem a aglomerar fiéis.

Seguimentos empresariais de shoppings, bares e restaurantes têm criticado as medidas do governador, por considerar que o tucano utiliza dois pesos e duas medidas em suas decisões. Vários estabelecimentos têm sido autuados com multas de alto valor, apesar de terem empenhado esforços e recursos para seguir o protocolo de higiene e operar com parcela reduzida de clientes.

Além disso, a decisão de Doria — que, na prática, dá a palavra final no comitê de Saúde — causou mais divisão e insatisfação entre os médicos que integram a estrutura criada pelo governador a pretexto de definir as medidas de restrição para barrar a disseminação do vírus.

No comitê, a ideia prevalente é que a situação de iminência de esgotamento de leitos de UTI e de enfermaria aponta a necessidade de que a maioria das cidades fiquem na fase vermelha — a mais restrita e que fecha comércio e serviços.

Parte dos médicos defende a adoção de um lockdown por ao menos três dias, diante da expectativa de colapso do sistema de saúde.

Na última sexta-feira, o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, disse que o Estado estava há 20 dias da falência do sistema de saúde no que diz respeito à abertura de novos leitos.

Fonte: Valor Econômico

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