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Prefeito de Brumadinho (MG) diz que nova morte em mina foi irresponsabilidade da Vale

Por Portal Nosso Show/Redação em 21/12/2020 às 19:29:23

Na semana assada, trabalhador operava uma escavadeira quando um talude se desprendeu e o soterrou na mesma área onde a barragem da mina do Córrego do Feijão ruiu em 2019 O prefeito de Brumadinho, em Minas Gerais, Avimar Barcelos (PV), afirmou nesta segunda-feira que a Vale merecia ficar proibida de operar na cidade por 30 dias, depois que um funcionário terceirizado morreu na semana passada no local da tragédia ocorrida em 2019, na mina do Córrego do Feijão.

"A Vale já teve várias oportunidades de não deixar acontecer um acidente como esse. Foi uma irresponsabilidade muito grande da parte deles", disse o prefeito ao Valor. "A Vale tem uma engenharia por trás de suas operações e foi negligente, imprudente."

Um decreto assinado pelo prefeito no dia 18 – mesmo dia da morte do trabalhador – suspendeu os alvarás de funcionamento da empresa na cidade.

"Eu acho que o mínimo que a gente fez contra ela foi o decreto de pará-la por sete dias, até a empresa justificar os fatos a apresentar para a gente o que aconteceu de verdade", disse Barcelos, referindo-se ao decreto assinado por ele no dia 18, mesmo dia da morte do trabalhador.

"Se ela não conseguir apresentar para a gente nesses sete dias, ela vai continuar fechada", declarou. "Dessa vez, a gente não vai abrir mão. A Vale vai ter que justificar bem justificado."

O prefeito afirmou que a Vale ficou de apresentar uma explicação para a morte nesta semana.

Reeleito em novembro, Barcelos disse que após a morte do funcionário da empresa Vale Verde, contratada pela Vale, a população de Brumadinho se mobilizou contra a empresa.

"Foi muito triste, foi um clamor muito grande da população para que a Vale fosse fechada imediatamente", disse ele.

"Eu acho que foi o mínimo que foi feito para ela, ficar fechada sete dias. Ela deveria ficar fechada no mínimo uns 30 dias e isso não paga uma vida", afirmou.

O prefeito disse ainda que alguns argumentam que a interrupção significa que milhões de reais deixam de ser gerados. Mas insistiu no tom de cobrança contra a empresa. "Não interessa. O que aconteceu não pode acontecer. Parece que eles não aprendem."

O trabalhador estava operando uma escavadeira quando um talude se desprendeu e o soterrou na mesma área onde em janeiro de 2019 a barragem da mina do Córrego do Feijão ruiu, matando, segundo a Defesa Civil de Minas Gerais, 259 pessoas. Os corpos de outras 11 pessoas continuam desaparecidos.

Na semana passada, no dia do soterramento, a Vale reagiu afirmado que "lamenta muito" e que, ao lado da Vale Verde, daria apoio aos familiares do trabalhador e às autoridades na apuração das causas.

Barcelos governou a cidade entre 2009 e 2012 e depois de 2017 até o fim deste ano. E partir de janeiro, começa seu terceiro mandato.

Fonte: Valor Econômico

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